Classificação das Plantas

Neste artigo, vamos tratar sobre a classificação das plantas. Vamos falar do básico de classificação e mostrar como as plantas são atualmente classificadas.

Uma das primeiras classificações de plantas foi criada por Teofrasto por volta de 300 a.C. Teofrasto classificou os vegetais como herbáceos, arbustivo e arbóreos. Vamos a elas:

Herbáceas

Herbáceas, são as plantas que se caracterizam por ter caule flexível ou não lenhoso, isso quer dizer que o caule é fácil de ser quebrado com a mão.

Geralmente todas as ervas conhecidas pertencem a esse grupo, porém elas podem alcançar até 2 metros de altura em alguns casos.

Alguns exemplos de plantas herbáceas:

Classificação das Plantas Herbácea Comigo NInguém Pode

Comigo Ninguém Pode (Dieffenbachia seguine)

Classificação das Plantas Herbácea

Hortelã Verde (Mentha spicata)

Arbustivas

Arbustivas, são conhecidas por arbustos, possuem caule lenhoso, ou seja o caule é duro, são plantas que atingem até 5 metros, as vezes sendo confundida com árvores, porém, as arbustivas possuem grande ramificação do seu caule, partindo a partir do solo, enquanto as árvores começam a se ramificar a partir de uma altura maior.

Alguns exemplos de plantas arbustivas:

Classificação das Plantas Arbusto

Hibiscus (Hibiscus rosa-sinensis), veja a sua ramificação desde o solo

Classificação das Plantas Arbusto

Pingo de Ouro (Duranta erecta aurea)

 

Árvores

Árvores: São as maiores espécies vegetais conhecidas, atingindo muitos metros de altura.

Alguns exemplos de árvores:

Classificação das Plantas Árvore

Resedá (Lagerstroemia indica). É uma árvore baixa, veja que o tronco começa a ramificar já mais acima do solo.

Outras Categorias

O reino vegetal é muito extenso e a classificação das plantas feitas somente nessas três categorias, não incluiam todas os exemplares. Por isso, vamos destacar algumas outras:

Briófitas

As Briófitas são pequenas plantas que não apresentam flores, nem semente e nem estrutura para o transporte de água e nutrientes. Os três grandes grupos de briófitas são os musgos, as hepáticas e os antoceros.

Monocotiledôneas

As monocotiledôneas são classificadas já analisando dentro da estrutura de suas sementes, porém também contam com características visuais.

Dentro da semente existem pequenas folhas que surgem a partir do embrião, essas são folhas diferenciadas e servem para manter a nutrição dessa semente.

As monocotiledôneas possuem uma folha somente dentro da sua semente, em relação as sementes que possuem mais de um cotilédono e são conhecidas como eudicotiledôneas. Porém o que chama a atenção das monocotiledôneas é o visual.

Nas monocotiledôneas as nervura das folhas são paralelas, e geralmente forma-se folhas longas. O caule não é ramificado e as raízes são fasciculadas, ou seja, são muito distribuídas.

Alguns exemplos de monocotiledôneas

Classificação das Plantas Monocotiledonea Lirio

Lírio

Classificação das Plantas Monocotiledônea Orquidea

Todas as orquídeas são monocotiledôneas

Classificação das Plantas Monocotiledônea Palmeira

Todas as palmeiras são monocotiledôneas

Classificação das plantas Monocotiledônea Milho

Milho é uma planta monocotiledônea

Plantas Inferiores e Plantas Superiores

Uma outra forma de classificação de plantas proposta, classifica-as em plantas inferiores e plantas superiores.

Plantas Inferiores

As plantas inferiores e briófitas são apenas nomes diferentes para a mesma classificação. São plantas que não dão sementes, e elas são divididas em plantas inferiores avasculares, quando não tem tecido condutor de água e sais mineirais e plantas inferiores vasculares, quando possuem tecidos condutores.

As plantas inferiores avasculares, como já dito, não possuem tecido condutor de água e sais mineirais e sua alimentação é feita através de transferência entre as células. São plantas muito pequenas. Os exemplares mais comuns, como já dito quando falamos das briófitas são os musgos, as hepáticas e os antoceros.

As plantas inferiores vasculares, possuem tecidos condutores, os exemplares mais comuns são as samambaias, avencas e xaxim.

Um pouco sobre a reprodução das plantas inferiores

Como não possuem sementes, as plantas inferiores dependem principalmente da água para se reproduzirem. Por essa razão, elas são encontradas em ambientes bem úmidos. Veja por exemplo, a presença de musgo em ambientes que possuem muita água, por exemplo, perto de cachoeiras ou mesmo naquele seu vaso que você rega bastante e não possui muito acesso ao sol.

As plantas inferiores avasculares possuem seu par masculino e feminino, cada um dos seus pares produz gametas que são as suas células reprodutoras. Essas células reprodutoras são levadas pela água do par masculino até se encontrarem com seu par feminino. Quando essas células reprodutoras se encontram formam um zigoto (embrião), que vai se localizar na ponta da planta feminina. Deste surge o esporófito e daí os esporos que são células super-resistentes. Esses esporos caem na terra e dá origem a novas plantas.

No caso das inferiores vasculares, os esporos são formados na própria planta de forma assexuada. Você consegue ver pequenos pontos escuros na parte inferior de uma folha de samambaia. Esses pontos são os soros. E os esporos estão ali dentro.

Quando chega a hora certa, os esporos são levados pelo vento e esse se caírem no lugar certo começam o processo de reprodução.

Quando os esporos germinam, formam estruturas em forma de coração chamada de protalo. O protalo desenvolve células masculinas e femininas (agora de forma sexuada) ocorrendo assim a fertilização formando assim uma nova planta.

Plantas superiores

As plantas superiores se reproduzem através de sementes e são classificadas em gimnosperma (ou semente nua), quando não possuem flores e angiosperma quando produzem flores e frutos.

Todas as plantas superiores se reproduzem através de pólen, porém as gimnospermas dependem do vento para leva-lo até seu par.

As angiospermas, foram uma evolução das gimnosperma, pois depender somente do vento para se reproduzir é uma forma muito arriscada, pois torna a possibilidade de levar o pólen de um lugar para outro e esse pólen cair no lugar certo acaba se tornando uma loteria.

A natureza, é sábia, e algumas plantas evoluíram criando as flores, que chamam a atenção de agentes polinizadores como por exemplo, abelhas e outros insetos, pássaros e até morcegos. Esses agentes quando visitam as flores se enchem de pólen e transportam para outras plantas.

No próximo artigo, falaremos um pouco mais sobre reprodução das plantas superiores, principalmente das angiospermas, quando falarmos da importância das flores.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *